A seleção feminina da Índia escreveu uma página histórica no críquete mundial ao derrotar a África do Sul por 52 corridas na final da Copa do Mundo Feminina de ODI da ICC, disputada na noite desta última jornada em Navi Mumbai. Foi o primeiro título da competição na história do críquete feminino indiano, um feito aguardado por gerações de atletas e torcedores do país. O triunfo consolidou a posição da Índia como potência do críquete global e abriu um novo capítulo para a modalidade no subcontinente.
A África do Sul venceu o sorteio e optou por defender, mas a decisão não rendeu os frutos esperados. A Índia construiu um total sólido de 298 para 7, impulsionado em grande parte pela abertura explosiva de Shafali Verma, que somou 87 corridas em uma das melhores atuações da torneio. O crescimento desse tipo de evento esportivo de grande porte reflete uma tendência global de expansão das modalidades - assim como veja detalhes sobre os números da Copa do Mundo 2026, que também projeta cifras recordes de participação e audiência internacional. Para o críquete feminino, o marco representa um avanço equivalente em visibilidade e relevância.
O colapso das Proteas e a virada de Deepti Sharma
Perseguindo a meta de 299, a África do Sul chegou a 209 para 5 e parecia bem posicionada para surpreender. Foi nesse momento que Deepti Sharma entrou em cena para mudar o rumo da partida. Ao dispensar Annerie Dercksen, ela desencadeou um colapso dramático: as Proteas desmoronaram e foram eliminadas por 246, uma queda de 37 corridas nos wickets restantes. Deepti encerrou com 5 wickets por 39 corridas em 9.3 overs - uma das melhores atuações de um bowler em uma final de Copa do Mundo feminina -, incluindo o wicket decisivo da capitã sul-africana Laura Wolvaardt. Raramente um único spell muda o destino de uma final de forma tão definitiva.
Shafali Verma, a força que atravessou o jogo inteiro
Shafali Verma foi a figura dominante em ambos os lados da partida. Seus 87 com o bastão forneceram a base sobre a qual a Índia construiu seu total de 298, e ela ainda contribuiu com dois wickets importantes com a bola para conter o avanço sul-africano. A declaração de Melhor Jogadora da Partida foi um reconhecimento justo de uma exibição completa e decisiva. Deepti Sharma, por sua vez, levou o prêmio de Melhor Jogadora do Torneio, recompensa coerente com uma campanha que foi muito além desta final.
Premiação recorde e repercussão nacional
A seleção indiana campeã recebeu uma premiação histórica de aproximadamente 37,3 crores de rúpias, o que representa um crescimento de 239% em relação à última edição da competição. O número é um indicador claro do avanço institucional do críquete feminino - tanto em termos financeiros quanto de visibilidade. A presidenta Droupadi Murmu afirmou em suas redes sociais que o momento é um divisor de águas que levará o críquete feminino a patamares ainda mais altos, elogiando a determinação das atletas. O primeiro-ministro Narendra Modi descreveu a vitória como espetacular e disse que a equipe demonstrou habilidade, confiança e espírito coletivo ao longo de todo o torneio. O presidente da Lok Sabha, Om Birla, e o ministro do Interior, Amit Shah, também prestaram homenagens, com Amit Shah afirmando que o time elevou o orgulho da Índia às alturas. A extensão das repercussões políticas e populares deixa evidente que este título vai além do campo: ele redefine o lugar do críquete feminino na cultura esportiva indiana.